Conta-se a seguinte experiência, vivida por um grande médico paulista, por muitos anos atrás. Durante o período em que trabalhou entre os índios xavantes, no Mato Grosso, ele fez amizade com um dos nativos, Rupawe, que o acompanhava frequentemente e lhe contava diversas histórias de sua tribo.
Numa tórrida tarde dessa região central do Brasil, os dois decidiram refrescar-se no rio das Garças. Nadaram durante quase uma hora e depois se sentaram à beira das águas para descansar e apreciar a bela paisagem. A agradável sensação da brisa tocando seus corpos pareceu despertar no médico pensamentos mais sutis, resultando neste curto diálogo:
- Você é feliz, Rupawe?
- Sim - respondeu prontamente o nativo.
-E você sabe o que é felicidade?
- Não.
Disponível em: COTRIM, Gilberto; FERNANDES Mirna. Fundamentos de Filosofia. A felicidade. Ed. Saraiva - São Paulo, 2010. pg. 11 e 12.
Analisando a situação, perceberemos que o médico não se encontrava em seu meio social e cultural. A partir de sua experiência, o médico passa a refletir sobre: "Seria Rupawe feliz?"; "Serei eu feliz?", "Se ambos somos felizes vivendo de maneiras tão distintas, o que torna uma vida feliz?" e assim por diante. De repente, o nativo interrompe o fluir normal da conversa, já que desconhece o conceito ou significado das perguntas que lhe foram feitas e das respostas que está dando.
LOGO, os primeiros passos para a ATITUDE FILOSÓFICA SÃO:
- ESTRANHAR O QUE É NATURAL;
- INDAGAR, CRIAR HIPÓTESES.
- descreva detalhes dessa situação, como lugar em que ocorreu, data, pessoas envolvidas, diálogos, sensações, emoções, pensamento;
- procure lembrar o que você pensou então, identificando que problemas ou questões fizeram parte dessa reflexão;
- exponha as conclusões a que chegou a respeito dessas questões, no caso de ter chegado a alguma.